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18 de jan de 2013

O Diário De Julieta Capitulo 7


Como ainda havia gelo no asfalto por conta da neve, Justin dirigia devagar então o caminho até em casa se tornava cada vez mais longo. Apesar do frio, o vento que batia em meu rosto fazendo meus cabelos esvoaçarem e trazia uma sensação boa. Eu cantava a música sem me importar com o que o Justin iria pensar e admirava a paisagem ao redor, com o intuito de curtir o momento. Mesmo que às vezes eu tinha que parar para dar as coordenadas do caminho, eu não parava de cantar. Fecho os olhos ainda cantando e penso no que deveria fazer quando chegar em casa. Escuto o Justin dando uma risada gostosa ao meu lado.
–O que foi? Por que você está rindo? – eu abri os olhos e o encarei.
–Nada não gata. Pode ficar a vontade – ele dizia sem parar de rir.
–Fala Bieber... o que foi? – eu pergunto novamente, iria insistir até ele se render e contar logo qual era o problema.
–É que você é diferente do restante... na verdade é totalmente o oposto das outras meninas – ele sorriu e me olhou de canto.
–Como assim? Por acaso sou tão anormal assim? O que as outras têm de melhor que eu não tenho... hein? – falei séria afinal não tinha gostado do seu comentário.
–Calma gata – ele riu – Não estou falando dos seus defeitos e sim das qualidades. Você é espontânea, diz e faz o que pensa sem se importar com o mundo em volta. Quando você quer fechar a cara você simplesmente fecha e quando quer sorrir abre esse seu sorriso maravilhoso e encantador.
–Espertinho... está partindo para os agrados mas não vai conseguir nada. Então vai ser perda de tempo falar essas coisas pra mim, guarda pra próxima da lista. – disse constrangida e corada depois de escutar tudo o que ele me falou.
–Só fui sincero, nem tinha pensado em segundas intenções. – ele respondeu firmemente, parecia até que estava falando a verdade.
Começa a tocar outra música no rádio, “Teenage Dream”. Era um especial da Katy Perry então só iria tocar canções do seu repertório. Eu tirei o cinto de segurança e me sentei no capô trazeiro do carro, com as minhas pernas sobre o banco do passageiro. Dessa vez o Justin cantou a música junto comigo. Parecíamos dois loucos, alguns carros buzinavam, mas nós nem ligávamos. Estava me sentindo no clipe de Teenage Dream, foi divertido.
A próxima canção se chamava “Peacock”. Logo que ela começou, eu voltei a me sentar no banco, coloquei novamente o sinto e mudei de estação. O Bieber me encarou e disse:
–Ué... por que você mudou de estação? Achei que estivesse gostando.
–É que... eu não curto muito essa música, só isso. E também vamos ver o que está tocando em outra rádio. – eu disse.
Não iria revelar o verdadeiro motivo né?! Aquela música tinha duplo sentindo e não ia pegar nada bem nós dois escutando aquilo. Sem contar que o som estava alto e os outros carros iriam nos encarar abismados. Bom... na outra estação estava tocando “Like a G6”.
–Deixa nessa. Adoro essa música, ela tem uma batida legal. – ele disse enquanto dava uma batidinha de leve na minha mão, impedindo que eu trocasse novamente de estação.
Quando ele estacionou em frente a minha casa, eu fiz um sinal de agradecimento com a cabeça e disse:
–Ok... obrigada pela carona, mas só pra deixar bem claro: essa foi a primeira e última. – sorri, peguei minha bolsa, meus livros e abri a porta.
–Espera um pouco – ele estendeu sua mão até a porta que eu tinha acabado de abrir e a fechou. – Tenho uma pergunta pra você.
–Diga... – disse olhando pra cima.
–O que tem entre você e o Eric? Eu vi muito bem aquela cena na quadra – ele deu um suspiro desanimado – Você deu um beijo nele e depois ficaram abraçados.
–Não há nada entre nós. Eu apenas o considero um grande amigo, só isso. Eu fiz o que amigos fazem. Bieber... foi um beijo no rosto e um abraço. – eu disse calmamente.
Já no meu primeiro dia de aula, todos estavam preocupados com a minha atual situação amorosa, fala sério.
–Jú fala a verdade, não precisa mentir pra mim – ele mantinha um olhar triste e sério.
–Justin... sou brasileira estou acostumada a ter mais contato com as pessoas. Lá no meu país nós somos mais amorosos e receptivos
Ele arqueou a sobrancelha com uma expressão confusa.
–Vou tentar ser mais clara... nós gostamos de calor humano. Esse modo de receber as pessoas com um abraço e um beijo no rosto é um costume nosso, só isso.- revirei os olhos- Nossa, vocês todos vêem maldade em tudo... meu Deus. – disse por fim para que ele entendesse melhor.
–Ok eu entendi, acredito em você. – ele me olhou sorrindo.
–Agora já vou indo... tchau – eu disse
–Ué... cadê o calor humano que vocês tanto gostam? E meu beijo e abraço? – ele disse se aproveitando da situação.
–Está bem Bieber. Então feche os olhos.
–Mas por que eu tenho que ficar de olhos fechados – ele perguntou
–Apenas feche de uma vez – queria entrar logo em casa, ele estava me enrolando muito.
O Justin fechou os olhos e esperou por alguma atitude minha. Eu aproximei meu corpo para mais perto do dele assim como o meu rosto. Dava para sentir o perfume masculino viciante que ele usava. Percorri meus olhos por sua face e observava atentamente cada traço e expressão que ele continha. Por fim fechei meus olhos e dei um beijo em sua testa.
Desci do carro rapidamente e fui até a porta de casa. Ele abriu os olhos e me encarou de uma forma engraçada que me fez ri.
–Isso não foi justo Julieta. – ele gritou de dentro do carro.
Apenas entrei em casa, ainda rindo. Eu mandei um beijinho e assoprei em sua direção. 
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